terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Dia 1 - Dafne

A ideia veio da postagem da Cris J...

Assim que vi, me identifiquei e fui ler na íntegra ... me identifiquei porque vivo pensando que não devemos reclamar tanto e sim aproveitar o máximo da vida ... mas, mesmo com esse pensamento lindo, já tinha plena consciência de que não colocava isso em prática.

E com um dia de desafio já percebi uma coisa: a gente reclama muito mais do que acha que reclama! É isso mesmo, ou foi só comigo?

E um outro ponto pior (ou melhor ... eu realmente não sei): reclamo muito de mim, para mim mesma! O que me faz ser a minha maior crítica... o que não é nada fácil de admitir, muito menos de compartilhar ... Mas como o primeiro passo para mudar algo é assumir, resolvi não apertar o delete e deixar isso registrado (não só aqui, como em mim também).

Ainda não fiz como a Cris J., de usar uma liga para mudar de braço cada vez que reclamar de algo, porque estou tentando regrar as reclamações não só verbalizadas, como as pensadas ... mas estou sentindo falta de algum artifício para contabilizar essas reclamações ... vou tentar aderir a liga, mas acho que vou pensar em algo diferente ... depois aviso se der certo.

Então, inté.

Dafne.

Dia 1 - Cris J.

A partir do momento que decidi parar de reclamar, resolvi adotar uma pulseirinha no braço como sugere o idealizador. A cada momento que eu reclamar, mudo a pulseira de braço e recomeço a contagem dos dias. Isso talvez vá longe.

Qualquer pulseirinha vale. Até uma chiquinha de cabelo.

Até comecei bem. Com cinco minutos de pulseirinha, derrubei um vaso se flores dentro da pia da cozinha. De ponta cabeça. Encheu a pia de terra e, possivelmente, entupiu. Pra minha própria surpresa, ao invés de reclamar e xingar, eu dei risada. Típico de mim essas artes mirabolantes, ainda mais no primeiro dia sem reclamar.

Só que mais tarde, acabei percebendo o que outro escritor já havia notado: a gente reclama não só por palavras, mas também por sons. Quando a menina que mora comigo comentou que ainda tinha sobrado frango, soltei um "aaaahhhh..." e não deu nem tempo de pensar. Pronto, troquei  a pulseira de braço.

Ainda reclamei mais duas vezes sobre algo que não me lembro mais. E combinamos de que valem apenas as reclamações verbalizadas, as pensadas não (senão eu já teria contabilizado mais uma quando vi o Pondé falando no Jornal da Cultura). Parece que se você pára de reclamar verbalmente, os pensamentos resmungões também diminuem.

Veremos.
Cris J.

O objetivo

Ficar sem reclamar 21 dias consecutivos. A partir da proposta de Will Bowen, várias pessoas no mundo estão tentando passar alguns dias de sua vida sem fazer uma única reclamação. Entre essas pessoas, Cristiane, Dafne e eu, três amigas de faculdade, resolvemos passar pela mesma experiência e relatar aqui nosso esforço diário. Sem uma reclamaçãozinha sequer.

Vem conosco?
Cris B., Cris J. e Dafne